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27 abr
By: Blog SIAS 0

Coronavírus faz Receita adiar prazo do IRPF

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias.
Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho.
“Esse prazo venceria no próximo dia 30 de abril e está sendo prorrogado para entrega no dia 30 de junho. Portanto prorrogação por dois meses do prazo de entrega das pessoas físicas”, afirmou o secretário.
A Receita ainda avalia se será mantido o prazo do primeiro lote da restituição, previsto para 30 de maio.
Tostes Neto deu as informações em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica do governo.
De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total.
A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020.

Fonte: Portal G1 – https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/04/01/receita-adia-para-30-de-junho-prazo-de-entrega-do-imposto-de-renda.ghtml

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31 jan
By: Blog SIAS 0

Celebração do Dia do Aposentado Abrapp

A celebração do Dia do Aposentado realizada pela Abrapp e Sindapp nesta quinta, 23 de janeiro, em São Paulo, reuniu mais de 200 pessoas para homenagear os aposentados e aposentadas das associadas. “A comemoração do Dia do Aposentado é motivo de muito orgulho, pois mostra que nosso sistema está cumprindo sua missão principal. É um dia tão emblemático que representa a abertura de nosso calendário anual de eventos”, disse Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp.

A cerimônia contou com entregas de diplomas a 64 assistidos de entidades fechadas, além de palestras do Diretor Presidente da Abrapp; de Renato Barbosa, Superintendente Corporate da Mongeral Aegon; e do médico e gerontólogo Alexandre Kalache. O Grupo Mongeral Aegon foi o patrocinador categoria ouro do evento. A Previc esteve representada por Peterson Gonçalves e a Secretaria de Previdência, por Nílton Antônio dos Santos.

Luís Ricardo apresentou os principais números do sistema que indicam o pagamento anual de R$ 60 bilhões em benefícios para cerca de 870 mil assistidos. Ele ressaltou a solidez e a boa governança do setor em geral, que apresenta índice de solvência de mais de 100% das reservas em relação aos compromissos atuariais.

“É um sistema que deu certo, com blindagem e compliance na gestão dos recursos. Além da proteção social, temos capacidade de investir na macroeconomia, aplicar os ativos em projetos de infraestrutura de longo prazo”, comentou o Diretor Presidente da Abrapp. Ele destacou o trabalho do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) que tem adotado uma visão estratégica para tomar decisões a favor do fomento do sistema.

O dirigente da Abrapp reforçou também a janela de oportunidades aberta a partir da Reforma da Previdência com a obrigatoriedade de se oferecer planos de Previdência Complementar aos servidores públicos. E celebrou a multiplicação e crescimento dos fundos instituídos e dos planos voltados aos familiares de participantes.

Longevidade – As rápidas mudanças demográficas que estão ocorrendo no Brasil e no mundo foram abordadas pelas outras duas palestras do evento. Renato Barbosa, da Mongeral Aegon, falou em sua apresentação denominada “Sustentabilidade Previdenciária” que o Brasil é um país que deixará de ser jovem em curto espaço de tempo. “Teremos uma reversão rápida das estatísticas com um acelerado processo de envelhecimento da população. Por isso, a Previdência deve estar na pauta da sociedade nas próximas décadas”, comentou.

O executivo da Mongeral Aegon abordou ainda os desafios e oportunidades do aumento da longevidade. “Previdência Complementar, esse é o nome do jogo. Precisamos conscientizar as pessoas da importância da formação de uma poupança previdenciária no médio e longo prazos”, disse Renato.

Alexandre Kalache mostrou projeções que apontam para o aumento vertiginoso da população acima de 60 anos no Brasil que, em 2065, será formada por 78 milhões de pessoas – representando 33,9% do total. “O Brasil dobrará a população de idosos no período de apenas 20 anos, envelhecendo muito mais rápido que outros países da Europa, por exemplo, porém com menos recursos”, apontou o médico.

O especialista utilizou o termo “Revolução da Longevidade” para indicar as necessidades de mudanças no ciclo de vida da população devido ao aumento da expectativa de vida. Ele explicou que o ciclo mais bem definido de “aprender, trabalhar e aposentar” já não mais será seguido pela maioria das pessoas. Uma das possibilidades para um ciclo de vida adaptado ao mundo atual, segundo o médico, seria “aprender, produzir, cuidar e curtir”. Ele apontou ainda a importância de desenvolver a “cultura do cuidado” em virtude do crescimento do número de idosos nas famílias e na sociedade. “Precisamos reinventar a longevidade”, sintetizou Kalache.

 

Fonte: Abrapp

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25 nov
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Como se proteger de golpes na Black Friday

Se você vai fazer compras durante a Black Friday, deve ficar atento com os muitos golpes que infelizmente são aplicados, já que muitos hackers tentam roubar dados e enviar vírus aos consumidores, sem contar os golpistas que chegam a desenvolver sites de compras falsos para atrair o consumidor, vender e não entregar.

Para que você aproveite os descontos e não caia em nenhuma cilada, vamos mostrar os golpes mais comuns durante a Black Friday e como se proteger de cada um deles. Confira!

Acesso às lojas onlines
Os dados do consumidor, como documentos, endereços, número do cartão de crédito e até a senha podem ser capturados nas redes gratuitas de internet.

A dica é nunca fazer compras online em lan houses, cyber cafés ou máquinas e redes públicas.

Se for comprar pelo celular, é fundamental que o aparelho tenha um antivírus, e o navegador e o sistema operacional precisam estar atualizados, bem como o firewall ativado.

Identificando um site seguro
Durante a Black Friday, muitos golpistas criam sites falsos idênticos a páginas de grandes redes de lojas. Por isso, você precisa saber como identificar um site verdadeiro.

O símbolo de um cadeado na barra de endereço, do lado esquerdo, é um dos sinais de que o site é oficial. Mas não confie totalmente. Verifique se isso também não foi fraudado. A dica é simples: clique sobre o cadeado e aguarde o redirecionamento à página original da empresa na internet. Deverá parecer um pop-up (janela) dizendo que a conexão é segura e mostrando os certificados.

Se o endereço da loja começa com https:// é outro fator positivo. Esta sigla diz que a comunicação com o site é criptografada, aumentando muito a segurança dos dados e dificultando a captura das informações.

Saiba que a Lei da Internet determina que as lojas virtuais deixem bem visíveis informações da empresa como endereço físico, número de telefone e o CNPJ. Então, confira se existem também estas informações.

Promoções
Outro caminho usado pelos golpistas é a criação de falsas promoções enviadas por e-mail, que apresentam links parecidos com os sites verdadeiros.

Se você receber um e-mail anunciando uma promoção, verifique o remetente, cujo endereço, após o “@”, tem de ter o site correto da empresa que supostamente enviou a oferta.

Não clique no link. Vá para a barra de endereço do seu navegador, digite o nome da empresa e acesse seu site para ver se existe mesmo a promoção.

Esses golpes também podem ser enviados por SMS e WhatsApp. São sempre links com promoções tentadoras, então desconfie de descontos muito grandes.

As redes sociais também podem trazer links de promoções que direcionam para páginas falsas.

Antivírus
Ter um bom antivírus instalado e atualizado tanto no computador quanto em dispositivos móveis (celular e tablet) ajuda a verificar sites que contenham arquivos maliciosos, vírus ou indicação de riscos de ataques de hackers.

Senhas
Especialistas em segurança da informação recomendam que o consumidor crie uma senha diferente para cada cadastro em lojas onlines e nunca use a senha de seu banco ou e-mail.

Salvar as páginas
Procure salvar ou imprimir cada etapa da compra durante a Black Friday. Assim terá prova da compra e do pagamento.

Proteja seu cartão de crédito
Um dos principais alvos dos golpistas é o cartão de crédito usado nas compras online. A dica é nunca usar a opção de salvamento automático do número do cartão nas lojas online, impedindo que suas informações pessoais fiquem armazenadas.

Dê preferência para utilizar o cartão virtual, que tem um código diferente para cada compra online. O número é válido para uma única compra e só pode ser usado por um tempo determinado. O cartão virtual, normalmente, é gerado a partir de um aplicativo do banco.

Formas de pagamento
Desconfie das lojas online que só aceitam pagamento da compra via transferência bancária ou boleto.

Se escolher pagar por boleto, uma dica é usar o aplicativo no celular que faz a leitura do código de barra. Se houver algum problema com este código, o sistema não vai conseguir identificá-lo.

 

Fonte: Consumidor Positivo

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19 jun
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A SIAS comemora 40 anos

No dia 29 de maio a SIAS completou 40 anos de existência!

Criada por iniciativa de servidores do IBGE, originariamente para atuar na Campanha Ibgeana contra a Tuberculose (1950), a SIAS passou a operar no segmento de previdência complementar em 1979, com o objetivo de administrar plano de benefícios para complementar a aposentadoria dos empregados do IBGE, então vinculados ao regime CLT, e seus beneficiários.

A Sociedade Ibgeana de Assistência e Seguridade – SIAS teve suas atividades iniciadas em 29/05/1979, nos termos da Resolução IBGE R. PR-10/79, de 16/05/79. Pela Portaria nº 1.474, de 11/04/1979, o Ministro da Previdência e Assistência Social aprovou o primeiro Estatuto da SIAS, bem como o seu funcionamento, conforme publicação no Diário Oficial da União de abril de 1979.

Atualmente a SIAS administra plano de benefícios de aposentadoria por invalidez e pecúlio (Plano RJU) para cerca de 6.500 servidores ativos do IBGE e aposentados pelo Regime Jurídico Único, pagando mensalmente benefícios de aposentadoria por invalidez e pensão para cerca de 250 assistidos. Aos servidores do IBGE aposentados pelo regime CLT, a SIAS mantém plano de benefícios de complementação de aposentadoria e pensão (Plano CLT), garantindo pagamento mensal de benefícios para cerca de 520 assistidos. Além disso, encontra-se aberto para adesões o PrevSIAS, plano instituído e de contribuição definida com 5 anos de existência e mais de 1.000 participantes, entre servidores e ex-servidores do IBGE, funcionários e ex-funcionários da SIAS e seus familiares.

Os participantes e assistidos da SIAS também têm à disposição serviços assistenciais como plano médico-hospitalar, odontológico, seguro de vida, emergências médicas e seguro de automóveis com preços mais atrativos que os de mercado, oferecidos por meio de renomadas operadoras/seguradoras contratadas. Hoje são mais de 10.000 vidas inscritas.

Após 40 anos de história, a SIAS permanece com o compromisso de buscar novidades e melhorias, atuando para a maior satisfação de seus participantes e assistidos que confiaram e confiam na missão da SIAS. Muito obrigado a participantes, assistidos, beneficiários, IBGE, prestadores de serviços e a todos aqueles que estão ao lado da SIAS para que ela possa cumprir a sua missão!

SIAS, há 40 anos presente no seu futuro!

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03 maio
By: Blog SIAS 0

Receita recebe IR de quem não entregou no prazo

Os contribuintes que perderam o prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda das Pessoas Físicas 2019 podem enviar o documento a partir de hoje (2).

O contribuinte é multado em 1% do imposto devido por mês de atraso (limitado a 20% do imposto total) ou em R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. Não será preciso baixar um novo programa. O próprio sistema fará a atualização dos valores na hora de imprimir a guia.

A Receita Federal recebeu até 30 de abril, último dia do prazo de entrega, 30.677.080 de declarações, crescimento de 4,8% em relação ao ano passado. De acordo com o Fisco, a causa provável para o aumento é que mais contribuintes resolveram entregar a declaração dentro do prazo este ano.

O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2019, ano base 2018, está disponível no site da Receita Federal. Também é possível preencher e enviar o documento por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração.

Restituições
O pagamento das restituições começa em 17 de junho e vai até 16 de dezembro, em sete lotes mensais. Quanto antes o contribuinte tiver entregado a declaração com os dados corretos à Receita, mais cedo será ressarcido. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos, contribuintes com deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

Extrato
Segundo a Receita, o contribuinte pode acompanhar o processamento da declaração no serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita. Por meio do extrato, é possível verificar pendências e fazer uma declaração retificadora para evitar cair na malha fina.

Neste ano, está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2018, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma for superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2018, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Fonte: Agência Brasil

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22 mar
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Receita abre envio da declaração do IR 2019

Contribuintes têm até 30 de abril para transmitir os dados à Receita Federal

A partir desta quinta-feira (7), contribuintes de todo o País já podem entregar a declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2019. O prazo para envio dos dados à Receita Federal vai até 30 de abril.

Devem fazer a declaração todos aqueles que tenham recebido, em 2018, rendimentos tributáveis cuja soma supere R$ 28.559,70, ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte com soma superior a R$ 40 mil. No caso de atividade rural, a quantia deve ser maior do que R$ 142.798,50.
Também deve declarar quem teve ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. A declaração é obrigatória, ainda, para aqueles que tenham propriedades de bens e direitos cujo valor seja superior a R$ 300 mil.

Como declarar
O contribuinte tem à disposição três alternativas para fazer a declaração: por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2019, disponível no site da Receita Federal; pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, para tablets e smartphones; e pelo serviço Meu Imposto de Renda, que deve ser acessado pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) do portal da Receita por meio do uso de certificado digital.

Novidade
Neste ano, a Receita Federal exige que os declarantes informem o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) de todos os dependentes. Antes, a informação era obrigatória somente nos casos de crianças a partir de oito anos.

Multa
Quem apresentar a declaração após o término do prazo estará sujeito a multas, que vão de R$ 165,74 a 20% do valor do Imposto de Renda devido.

A expectativa da Receita Federal é de que 30,5 milhões de declarações sejam entregues neste ano.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Receita Federal

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28 fev
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Vendas não autorizadas em nome da SIAS

A SIAS tem recebido informações de que corretores estão indo às casas de participantes e assistidos oferecendo um seguro de vida e que o mesmo seria um benefício da SIAS.

Entretanto, alertamos de que a SIAS não envia corretores e não está relacionada com essas visitas.
Os serviços oferecidos pela SIAS são contratados pelos participantes e assistidos diretamente via Central de Atendimento e por meio da Mapma, Administradora de Benefícios e Corretora.

A Central de Atendimento da SIAS está à disposição para o esclarecimento de eventuais dúvidas.

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26 out
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O Brasil não está pronto para uma ‘sociedade de idosos’

Em 2060, o Brasil projetado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve se parecer mais com um episódio de “Supergatas” (“Golden girls”, no original) que com o futurismo dos “Jetsons”.

O leitor que é novo demais para pegar essas referências, inclusive, deve ficar de olho: daqui a quatro décadas, 1 em cada 4 brasileiros será do time da “melhor idade”, com mais de 65 anos. No DF, segundo o IBGE, serão dois idosos para cada jovem.

O cenário é similar ao que já existe em países como Itália e Japão – e os desafios enfrentados nesses locais dão alguma dica do que vem por aí. Para entender o fenômeno, o G1 conversou com a enfermeira e professora do mestrado em gerontologia da Universidade Católica de Brasília (UCB) Maria Liz Cunha de Oliveira.

A gerontologia estuda, justamente, o processo de envelhecimento humano. Na entrevista, Maria Liz foi categórica: o Brasil e o Distrito Federal, hoje, não estão preparados para essa sociedade de idosos.

“A sociedade não é complacente, e o idoso não se vê como idoso”, indica Maria Liz. No bate-papo com o G1, a professora falou sobre:
a adequação dos espaços públicos;
o papel da família e do planejamento nas próximas décadas;
como driblar a depressão e o isolamento na velhice;
como resolver a inservação do idoso no mercado de trabalho;
as diferenças entre a velhice de homens e mulheres;
como envelhecer bem.

Confira, abaixo, a entrevista:

G1: As projeções do IBGE indicam que, em 2060, o DF terá dois idosos para cada jovem. A tendência é a mesma em todo o país, com rapidez maior ou menor. Estamos preparados para essa inversão na pirâmide etária?
Maria Liz Cunha de Oliveira: O Brasil tinha, como jargão, ser “o país do jovem”. A gente não se preparou para esse envelhecimento tão rápido, já nas próximas décadas. O idoso vem tendo muitas perdas, até nas políticas públicas, e não há preocupação com o envelhecimento solitário.
Para saber se estamos preparados, basta olhar ao redor. Nós somos uma capital que não tem uma única instituição de longa permanência do governo. Todas são filantrópicas, ou ligadas a religiões. Elas recebem verba do governo, claro, mas o GDF mesmo só tem hospitais. Não existe um lugar digno, construído para isso, com estrutura ideal.
O DF não tem instituição pública para tratar jovens e idosos dependentes químicos
A gente se cala sobre isso, mas no DF há um índice imenso de suicídios no Lago Sul e em Ceilândia. Ceilândia é a região mais populosa, e o Lago Sul, a região com o maior número de idosos que têm recursos financeiros. Qual o motivo? A solidão, né. Se você vai ao Liberty Mall, nas sessões de filme de arte, ou ao Brasília Shopping, estão lotados de idosos em busca de convívio social.

G1: Além do aumento populacional, é esperado que o perfil desse idoso também mude nas próximas décadas. Já existem esforços para desmistificar essa imagem do senhorzinho encurvado, de bengala, da vovó que faz crochê… Seremos idosos mais ‘jovens’?
Maria Liz: Para os próximos 30 anos, estamos falando de um idoso ativo, favorecido pela tecnologia médica do último século – vacinas, exames, medicamentos –, mais lúcido, mais protagonista.
Ao mesmo tempo, é um idoso bem mais sozinho, porque a tendência das famílias é não formar mais aquela estrutura tradicional.
Agora, é importante dizer que o idoso não gosta de ser infantilizado. Quando você vai a um encontro de idosos, é o que acontece: ‘dança isso, dança aquilo ali’. O idoso de hoje é rockeiro, ele vem do primeiro Rock in Rio.
Ele veio da Janis Joplin, do Jimi Hendrix. É alguém que usava drogas e, provavelmente, continua usando. Ninguém fala da drogadição dos velhos.
Eu costumo dizer sempre: “idoso não é Papai Noel”. Se ele era um serial killer, vai continuar sendo, não vai virar anjo. Ele envelheceu a carcaça, mas por dentro ele é a mesma pessoa que era na fase adulta.

G1: E como a gente prepara a cidade para esse idoso?
Maria Liz: Primeiro, é preciso ter espaços voltados para essa população. O idoso nem sempre pode ir a uma academia qualquer, ele precisa de atividades específicas para a tonicidade muscular dele, para o dia a dia. Hoje, sair pelas ruas de Brasília é um suplício, as calçadas não estão preparadas para idosos, como não estão para gestantes, crianças. Você pode morrer por uma queda.
O número de estacionamentos é irregular, há quadras que têm muitas vagas para cadeirantes, e duas para idosos. Poderiam ser vagas híbridas. Esse conforto de estacionar mais perto, por exemplo, não é respeitado porque acham que o idoso já é descartável.
Além de criar transporte público de qualidade, é preciso conscientizar o motorista. Uma das maiores causas de morte de idosos no DF é atropelamento, porque o idoso acha que dá conta de correr, mas não dá. E aí, o motorista também não reduz a velocidade.
A sociedade não é complacente, e o idoso não se vê como idoso. A gente não se identifica com o que vê no espelho, e sim, com o que sente.

G1: Quando a gente fala em 2060, parece um exercício de futurologia. Mas esses idosos que aparecem no estudo são, justamente, nossos jovens de hoje. Como eles podem se preparar para envelhecer?
Maria Liz: Uma das preparações é dentro da própria família. A inclusão dos avós, não só na criação, mas na vida ativa dos netos. A participação do idosos nas festas familiares é uma forma de espelho, de você perceber a existência de alegria naquela vida, mesmo num corpo envelhecido.
O que falta no jovem de hoje é a educação para o respeito, para as diferenças em todos os aspectos. Do idoso, assim como do cadeirante, da travesti. A gente cultua a juventude. Na Grécia, quem era sábio, quem era senador eram os velhos. Hoje, até a política é um espaço de jovens, cada vez mais.
Se a família está esfacelada, o que sobra para o idoso? As escolas, por exemplo. Você precisa aprender como ser idoso, se preparar para isso, mas nosso país não tem essa cultura de planejamento. Isso vai desde a aposentadoria, que hoje não é só governamental, até os hábitos atuais para evitar doenças como diabetes e hipertensão.

G1: Como achar o meio-termo para que o idoso tenha serviços voltados para as necessidades dele e, ao mesmo tempo, não fique isolado da família, convivendo apenas com outros idosos?
Maria Liz: Como não existe um movimento da sociedade para que isso aconteça, os idosos que têm algum poder aquisitivo fazem o que podem para se manter integrados. Se você puxar papo com um idoso na rua, numa fila, aquilo automaticamente vira uma longa conversa. Ele, em geral, está muito solitário.
Essa circulação em espaço público já favorece a integração. Mas aqui em Brasília, a gente não tem centros desse tipo, então as pessoas acabam recorrendo aos shoppings. Em Manaus, existe um centro de idosos impressionante. Aqui, novamente, só temos hospitais.
Se você for aos centros comunitários para o idoso aqui no DF, dá pena. Estão caindo aos pedaços, com aparelhos velhos. Os idosos se reúnem pra fazer crochê, conversar e dançar. Fora daqui, há espaços com salas de leitura, de cinema. No DF, a gente não olha pra essa questão do envelhecimento.

G1: Um dos primeiros fatores anulados na velhice, geralmente, é a vida afetiva e sexual. A senhora acha que o tabu tende a ficar para trás?
Maria Liz: O tabu é muito arraigado porque nossa sociedade é machista. A longevidade é, principalmente, feminina. E existe uma questão patrimonial, em que os filhos não querem o envolvimento do idoso porque não querem uma divisão maior dos bens.
É uma questão egoísta, que acaba prendendo o idoso onde ele não quer estar. A sexualidade é uma chama de vida, um jeito de você se expor no mundo. Isso é a sexualidade, é a autoestima da pessoa.
E aí, você obrigatoriamente tem que ser a avó, a Dona Benta lá de trás. Essa avó é boicotada pelos próprios filhos, que não aprovam o relacionamento, e acaba se retraindo, se deprimindo. A sexualidade do idoso existe, o carinho existe. Somos seres sociais, isso não muda na velhice.
Agora, não adianta o velho ir para a academia de jovens. Eu, por exemplo, vou a uma academia que só tem gente de 55 anos para lá. Se o idoso vai a uma academia comum, faz um exercício errado e tem dor, ele não volta mais. Não adianta nada.
O exercício é fundamental para o idoso porque mantém a tonicidade muscular e o equilíbrio, que são fundamentais para uma velhice ativa. Agora, o exercício sem acompanhamento é pernicioso. É outro problema dessas academias populares nas ruas. Cadê o profissional para te orientar? Tem uma plaquinha com desenhos, mas será que você está ganhando massa? Está tonificando?

G1: Bom, a gente desfiou um pequeno rosário de desafios para a velhice das próximas décadas. Acho que é justo a gente ajudar as próximas gerações. Algum conselho sobre como envelhecer bem?
Maria Liz: Envelhecer bem é ter muitos amigos, cultivar os amigos. Quando você tem muitos amigos, você não vai na solidão. Acompanhar as mudanças tecnológicas, se inserir enquanto é tempo. Você não “foi” daquele tempo, você “é” desse tempo.
Acompanhar a sociedade e cultivar amigos, porque são esses que vão ficar. Não são os seus filhos, são seus amigos que vão envelhecer com você.
Além disso, fazer trabalho voluntário, que não é uma cultura no nosso país. Tem tempo? Vá a uma instituição de idosos, conviva com eles. Não gosta de velho? Vá a uma outra, de crianças, de cachorros. Tem que participar da sociedade. É obrigatório viver.
Faça uma associação de amigos, vá morar junto, se prepare pra isso. Eu estou fazendo isso com um grupo de amigos, estamos comprando uns apartamentos pequenos no mesmo lugar, cada um na medida de sua capacidade. Quando eu precisar de algo, eles vão estar lá.

Fonte: G1

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