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News Categories: Saúde

13 jul
By: Blog SIAS 0

Saúde: Alerta amarelo na vacinação

Queda na cobertura vacinal se deveu principalmente ao desleixo dos pais

É preocupante a notícia de que a cobertura vacinal no Brasil está caindo. Em 2017, o Ministério da Saúde esperava imunizar 95% das crianças com menos de um ano, mas só conseguiu índices que variam entre 71% (tetra viral) e 91% (BCG).

A boa nova é que, pelo menos por enquanto, não há indícios de que a diminuição da procura pelas imunizações tenha motivação religiosa ou ideológica, como ocorre em partes da África e também em países ricos como os EUA e o Reino Unido.

Embora um ou outro imunizante tenha sido objeto de boatos infundados sobre sua segurança, a queda na cobertura aqui se deveu principalmente ao desleixo dos pais. A melhor evidência disso é que uma vacina ministrada em dose única na maternidade, como a BCG, ficou bem perto da meta, enquanto as que exigem repetidos reforços são as que mais se afastam dela. É mais fácil combater preguiça do que ideologia.

Eu relutaria, porém, em adotar as medidas mais vigorosas que o Estado está autorizado a utilizar contra os pais que não mantêm em dia a caderneta de vacinação dos filhos. O arsenal inclui até ações penais. O sistema de saúde precisa ser visto como um aliado confiável da família, não como um oponente que impõe suas vontades recorrendo à força. Fazê-lo só criaria espaço para as visões paranoicas sobre o papel do Estado, que são o principal alimento dos movimentos antivacinais mundo afora.

Aqui, não basta vencer; é preciso convencer. E argumentos não faltam. Vacinas, não custa lembrar, são, ao lado do saneamento básico, a maior conquista da civilização no campo da saúde pública. Foram essas duas medidas as principais responsáveis por reduzir a mortalidade infantil da casa das várias centenas por mil nascidos vivos no início do século 20 para cerca de 30 hoje (média mundial). Essa brutal redução nos óbitos infantis é que explica a maior parte do salto da expectativa de vida global, que foi de 31 anos em 1900 para 72 anos hoje.

Fonte: Hélio Schwartsman – Folhapress

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13 jul
By: Blog SIAS 0

Planos de saúde apresentam estabilidade

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, no último dia 05, os dados de abril sobre beneficiários de planos de saúde. Em comparação ao mês de março, houve uma ligeira alta de 216 mil consumidores do serviço de assistência privada à saúde – alavancado pelos planos coletivos empresariais que, nesse período, registraram mais 201 mil beneficiários. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, o segmento teve um pequeno incremento de 34 mil vidas.

“Esses primeiros quatro meses do ano estão sendo marcados pela estabilidade nos dados de beneficiários de planos de saúde. O segmento é muito atrelado ao desempenho econômico do país. Após um período acentuado de crise, a recuperação da economia está sendo lenta e gradual. Como a principal forma de contratação do serviço é por intermédio dos planos coletivos empresariais, o segmento funciona como um termômetro da economia”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

No último ano, 16 dos 26 estados registraram crescimento desse indicador: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Por sua vez, os planos exclusivamente odontológicos mantiveram o ritmo de crescimento dos últimos anos, totalizando 23,1 milhões de consumidores em abril – aumento de 212 mil beneficiários na comparação com o mês anterior e de 1,3 milhão em relação ao mesmo período de 2017.

Fonte: FenaSaúde

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05 mar
By: SIAS 0

Vacina contra gripe começa neste mês

Surto nos EUA trouxe preocupação ao Brasil, mas para especialistas não há motivo para pânico

A campanha de vacinação deste ano contra a gripe deve começar na segunda quinzena deste mês, segundo o Ministério da Saúde. A pasta deve anunciar nos próximos dias a data, o público-alvo e o número de doses a serem distribuídas no período.

Atualmente, não é possível conseguir a vacina na rede pública, apenas na particular, por preços entre R$ 90 e R$ 160. A dose dada pelo SUS é a trivalente, que protege contra três vírus da influenza: A (H1N1), A (H3N2) e um tipo da B (leia perguntas e respostas).

Um surto de gripe que está ocorrendo nos Estados Unidos, principalmente por causa do H3N2, trouxe preocupação a brasileiros, com mensagens de alerta circulando em redes sociais. Desde outubro, 48 mil casos foram registrados e 142 crianças morreram nos EUA, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças norte-americano.

Especialistas, no entanto, afirmam que até agora não há razão para desespero por aqui. “Ainda é cedo para saber [se haverá um surto no Brasil]”, diz o pediatra e infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações.

“O vírus da gripe tem essa peculiaridade de mudar um pouco todo ano. Em 2016 tivemos uma variação muito importante, em 2017 ela foi tímida e neste ano ainda estão começando os primeiros casos, não dá para dizer.”

Para Carlos Kiffer, professor de infectologia da Unifesp, “não há motivo para pânico, mas para proteção”. Segundo ele, “é bastante possível que o vírus H3N2 cause mais casos aqui, porque os surtos do hemisfério norte costumam preceder os do hemisfério sul. Temos que observar e nos preparar”.

Os dados, por enquanto, não indicam uma quantidade anormal de registros de gripe. Neste ano, até 31 de março, ocorreram 228 casos graves —chamados de Síndrome Respiratória Aguda Grave, de notificação obrigatória no Brasil— e 28 óbitos pela doença.

Os números são inferiores aos do mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 276 casos e 48 mortes por influenza no país.

A quantidade de casos causados pelo H3N2 também é menor neste ano até agora. Foram 57, ante 158 em 2017.

Em São Paulo, o governo estadual diz que a doença está sob controle. “Não há qualquer anormalidade epidemiológica em relação à gripe na região”, ressalta a secretaria da Saúde. De acordo com os dados nacionais, 46% dos casos deste ano ocorreram no Sudeste, e o estado com mais registros de gripe é SP (64).

Segundo Helena Sato, diretora de imunização da secretaria, a campanha no estado acontecerá de 23 de abril a 1º de junho —o que não foi confirmado pelo Ministério da Saúde, responsável pelo envio das doses— e terá como meta atingir 11 milhões de pessoas (90% dos grupos de risco).

Sato afirma que o principal objetivo da campanha não é evitar que as pessoas peguem a gripe, mas reduzir as complicações que ela causa. “A vacinação é para evitar pneumonias e a morte de pacientes”, diz.

O governo federal informou, em nota, que a imunização será feita antes do período de sazonalidade da doença, que acontece no inverno, especialmente em junho. “A população ficará prevenida em tempo, evitando casos graves e mortes.”

Assim como nos outros anos, a imunização estará disponível primeiro para grupos de risco. A pasta ainda não divulgou quais serão eles, mas normalmente a lista inclui: crianças de seis meses a cinco anos, idosos, grávidas e mulheres que deram à luz há até 45 dias.

Entram também pacientes com doenças crônicas ou condições clínicas especiais (diabéticos, obesos etc.), profissionais de saúde, presidiários, funcionários do sistema prisional e indígenas.

Especialistas recomendam, no entanto, que todos que puderem tomem a vacina. A imunização deve ser feita todo ano, porque as cepas sofrem alterações.

A dose é contraindicada a bebês menores de seis meses e a quem já teve reações anafiláticas em aplicações anteriores. Quem teve a síndrome de Guillain-Barré ou tem reações alérgicas graves a ovo —a vacina é feita com proteínas do alimento— também deve ter cautela.

Fonte: Folha de São Paulo

 



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