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Fundo de pensão brasileiro é o que mais cresce

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O resultado de 2009 reafirma um cenário que tem acontecido recentemente, já que o setor no Brasil é o que apresenta a maior taxa de expansão anual entre 1999 e o ano passado, segundo levantamento da consultoria Towers Watson, com fundos de pensão de 13 países.

Parte da explicação para a expansão no ano passado se deve à composição da carteira do segmento no país. No ano passado, 72% dos recursos dos fundos de pensão brasileiros estavam alocados em ações (de longe os que mais investiram nessa área), e a Bovespa foi a Bolsa de Valores que mais se valorizou no mundo no período.

Apesar do avanço, em total de ativos, os fundos brasileiros estavam em nono lugar, com US$ 392 bilhões. Líderes, os americanos tinham US$ 13,2 trilhões em 2009.  (Maria Cristina Frias – Folha de S.Paulo)

Brasil e EUA negociam acordo previdenciário

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Ministério da Previdência Social iniciou nesta segunda-feira (22), em Brasília, a segunda rodada de negociação para estabelecer acordo previdenciário que beneficiará 1,3 milhão de trabalhadores brasileiros, que residem nos Estados Unidos, e 30 mil americanos que vivem no Brasil. A nova etapa de debates prossegue até sexta-feira.

Ao receber a delegação americana, o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou que o interesse recíproco dos dois países em garantir a cobertura previdenciária a seus respectivos trabalhadores vai garantir uma negociação rápida e objetiva. “A grande receptividade já demonstrada pelo governo americano nos contatos iniciais sobre a negociação nos faz crer num diálogo amistoso e produtivo para os próximos dias”, disse.

A conselheira adjunta de Programas Internacionais da Social Security Administration (SSA), Georgina Harding, chefe da delegação americana, afirmou que o governo dos EUA tem forte interesse em fechar este acordo previdenciário. “O Brasil é um parceiro muito importante no hemisfério sul e as regras a serem estabelecidas resultarão em benefícios para os trabalhadores migrantes, além de fortalecer ainda mais as relações comerciais entre os dois países”, disse.

A diretora do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Mitzi da Costa, também participou da abertura da segunda rodada de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Ela representou o subsecretário geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, Oto Agripino Maia. Mitzi Costa afirmou que o Itamaraty considera esse acordo de extrema importância pelos benefícios que serão garantidos aos trabalhadores migrantes dos dois países.

A primeira rodada de negociação do acordo de Previdência entre Brasil e Estados Unidos ocorreu em agosto do ano passado, em Washington.

(Simone Telles – AgPrev)

Deficit da Previdência cai 44% em janeiro

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As contas da Previdência Social abriram o ano com queda de 44% no deficit em relação ao mesmo período de 2009. O saldo negativo atingiu R$ 3,7 bilhões, o que representa o melhor resultado para meses de janeiro nos últimos dois anos. O principal motivo para a redução do rombo previdenciário foi a diminuição dos gastos com sentenças judiciais. Em janeiro do ano passado, a Justiça determinou o pagamento de R$ 3,2 bilhões em ações contra a Previdência. Em janeiro de 2008, as decisões judiciais haviam somado R$ 2,4
bilhões. No mês passado, esse valor se imitou a R$ 225 milhões.

“Em janeiro de 2009 houve um volume grande de decisões, o que não se repetiu em janeiro de 2010. Mas esperamos essas despesas ainda para o primeiro trimestre”, disse o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Excluindo o efeito da redução das sentenças, a Previdência teria apresentado pequeno aumento no deficit na comparação com 2009.

Em janeiro, a arrecadação líquida da Previdência alcançou R$ 14 bilhões, um aumento de 12% em relação a igual mês de 2009. “O mercado de trabalho contribuiu para isso, elevando em R$ 500 milhões a arrecadação de contribuições das empresas, e houve ainda uma maior adesão de empresas ao Simples, o que elevou a receita em R$ 1,5 bilhão”, disse.

Quanto mais trabalhadores são contratados, mais contribuições as empresas recolhem ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Para este ano, o governo estima um deficit de R$ 52 bilhões. No ano passado, as contas fecharam com saldo negativo de R$ 42,8 bilhões. Schwarzer adiantou que o ministério deverá rever para baixo a projeção para 2010 por conta, principalmente, da promessa de geração recorde de empregos no ano.

Embora a redução das sentenças judiciais tenha derrubado os gastos em 7,2%, houve pressão para elevação dos desembolsos. Em janeiro, uma parte do aumento real do salário mínimo refletiu nas contas da Previdência. Isso elevou os gastos em R$ 370 milhões. (JULIANNA SOFIA – Folha de S.Paulo-20.02)

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