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News Categories: Educação Financeira

13 jul
By: Blog SIAS 0

38% dos brasileiros estão dispostos a poupar

A pesquisa FEnaPrevi ouviu 1.200 pessoas e destes 60% apontaram os planos de previdência privada como necessário ou muito necessário para manter os rendimentos

Pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e Instituto Ipsos mostra que 38% dos brasileiros estão dispostos a poupar para o futuro ou têm recursos para fazer uma reserva para complementar os rendimentos na aposentadoria.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em abril e destes 60% apontaram os planos de previdência privada como necessário ou muito necessário para manter os rendimentos. Outros 7% disseram que não dispõem de recursos para guardar e 55% não souberam responder.

O estudo mostrou também que 20% dos entrevistados pretendem guardar até 10% dos rendimentos, 11% declararam estar dispostos a guardar entre 11% e 20% dos rendimentos presentes para construir reservas para a aposentadoria e 7% guardariam entre 21% e 40%.

O grupo de pessoas com idades entre 25 e 34 anos é o mais propenso a fazer reservas. Deste grupo, 46% estaria disposto a fazer reservas, seguido pelo estrato de 33 a 44 anos (38%) e dos mais maduros, de 45 a 59 anos, com 37%.

Ainda de acordo com a pesquisa, os homens se mostram mais propensos a fazer reservas que as mulheres. Cerca de 44% deles declaram que estão dispostos a separar parte dos rendimentos para a aposentadoria enquanto que entre as mulheres as que estão dispostas a poupar são 31%.

Fonte: Francisco Carlos de Assis – Agência Estado

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27 abr
By: SIAS 0

Educação financeira no colégio

Quando estava no 8.º ano do ensino fundamental, em 2017, André Moraes começou a pensar no dinheiro de um jeito diferente. Ele lembra que, em uma feira cultural na escola, sua professora fez uma apresentação para mostrar a semelhança entre um reservatório hídrico e a sua conta bancária: água e dinheiro são escassos, e chegam ao fim em caso de uso irresponsável. Ele diz que a metáfora o ajudou a mudar seu comportamento. Depois disso, tem evitado a crise hídrica e a financeira.

“Foi uma experiência bem legal, ajudou até a construir parâmetros para o que eu posso gastar, como eu tenho de guardar o dinheiro, poupar, como funciona um banco, como funcionam os gastos”, conta André, que também teve aulas de uma disciplina extracurricular que trata do assunto, chamada Prevenção e Cidadania Como Consequência. Ele tem se planejado mais para fazer compras e a gestão dos gastos virou assunto mais frequente nas conversa com seu pai. “A aula me ajudou bastante a criar argumentos para conversar sobre isso, e fez com que esse assunto fosse mais tratado nessas conversas.”

Uma das novidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a educação financeira será um dos temas transversais do novo ensino fundamental. Antes associado só às aulas de Matemática, o assunto agora será cada vez mais abordado em diferentes disciplinas e usado em projetos fora da sala de aula.

Alguns colégios têm se adiantado à reforma curricular e incluído o conceito tanto em disciplinas obrigatórias quanto em projetos extracurriculares. No Colégio Pio XII, na zona oeste da capital paulista, André e mais 400 alunos do 6.º ao 9.º ano aprendem desde o planejamento de um orçamento familiar até dicas de empreendedorismo. A escola já oferecia o tema em aulas no 2.º ano do médio, restritas à Matemática.

No ano passado, coordenadores do Fundamental 2 resolveram introduzir o tema, de maneira interdisciplinar, como sugere a BNCC. “A gente queria desenvolver essa habilidade de administrar a vida financeira do aluno dentro da inteligência emocional”, diz a professora Patrícia Prado, responsável por Prevenção e Cidadania.

No Colégio Stance Dual, a educação financeira virou tema das aulas de Geografia. O eixo temático é a globalização da economia, mas a partir disso os alunos estudam microeconomia, a entrada da mulher no mercado de trabalho e finanças da família. Em uma das aulas, os estudantes testam um ambiente de realidade virtual que simula compras em um supermercado, para avaliar hábitos de consumo. “Um trabalho como esse não deve acompanhar apenas uma única disciplina, mas transitar por várias e ter um aprofundamento com a maturidade (do estudante)”, diz o professor Thiago Pereira.

Públicas. A implementação da educação financeira nas redes estaduais de ensino deve ocorrer até 2020, com os novos projetos pedagógicos com base na BNCC. Uma das instituições preocupadas com o processo é a Associação de Educação Financeira (AEF-Brasil), que defendeu a inclusão do tema de maneira transversal, e não em disciplinas específicas. Segundo a superintendente da entidade, Cláudia Forte, as secretarias devem inspirar-se nos casos de sucesso.

“As temáticas transversais são as grandes molas propulsoras dessa transformação no jeito de ensinar, de aproximar a realidade do aluno.”

Interdisciplinar

Escolas já têm experimentado como incluir a educação financeira em aulas que vão além da Matemática. Para educadores ouvidos pelo Estado, a interdisciplinaridade contribui para que os alunos reconheçam o conceito em seu dia a dia.

História

Na área de Humanas, aulas sobre o surgimento da moeda, a função do dinheiro na sociedade e hábitos de consumo em diferentes momentos da civilização, por exemplo, podem servir para introduzir o assunto.

Geografia

O tema pode ser apresentado com explicação de assuntos de atualidades, como a globalização de mercados, fluxo de mercadorias, balanças comerciais, e até novidades como a economia compartilhada.

Projetos

A BNCC também estimula a criação de projetos extraclasse que sirvam para desenvolver habilidades socioemocionais e reforçar a conexão entre o ensino e a realidade do aluno. Nesses projetos, que não são necessariamente vinculados a nenhuma disciplina, é possível desenvolver atividades como a simulação de compra e venda, feiras de troca e oficinas de empreendedorismo.

Fonte: Túlio Kruse – Agência Estado



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05 mar
By: SIAS 0

Planejamento para a aposentadoria

Frente à um debate sobre a reforma da Previdência Social que será retomado com certeza no próximo mandato presidencial, muitos trabalhadores estão inseguros com o seu futuro.
Assim, fazer um planejamento para ter uma aposentadoria tranquila é mais do que uma alternativa à conjuntura desfavorável, é uma necessidade.

Muitas pessoas se preocupam com o crescimento profissional e aumento de sua renda hoje, mas poucas se organizam e poupam dinheiro para garantir qualidade de vida no futuro. E é aí que a educação financeira se encaixa perfeitamente, preenchendo a importante lacuna de aprender a se planejar, não importa a idade.

O salário do INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. Em consequência, uma porcentagem muito grande dos aposentados continuam trabalhando para complementar a renda.

E ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. Minha intenção aqui não é dizer se essa medida é boa ou não, porque ela envolve uma série de fatores, inclusive uma ação preventiva para evitar um déficit nas contas da Previdência. O intuito desse artigo é informar sobre as mudanças e ajudar os trabalhadores a como agir diante delas, para não comprometer de forma negativa o futuro.

Então, o que fazer?

O primeiro passo para mudar é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar. Será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? Infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente.

Tenha em mente também que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. Há diversas modalidades de investimentos adequadas para a aposentadoria, como previdência privada e tesouro direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito.

Fórmula da aposentadoria

Para auxiliar nesse processo, vou compartilhar uma fórmula que criei há alguns anos, com base na minha experiência pessoal e profissional, como educador financeiro. O segredo é encontrar o “número da sua aposentadoria”, ou seja, quanto quer ganhar mensalmente a partir da data em que decidir parar de trabalhar por obrigação. Fazendo as contas certas, acredite, é possível conseguir.

Para que não se tenha risco de o dinheiro acabar uma hora, o “número” deve ser de, no mínimo, o dobro do padrão de vida. Assim, a pessoa saca 50% do que é ganho com os juros mensais dessa aplicação, para viver da forma que planejou, e guarda o restante como reserva, que irá se acumular e continuar trazendo rendimento.

Fiz uma planilha que já faz todo o cálculo necessário de maneira automatizada, apenas bastando que coloque as informações nos lugares indicados. Basta acessar o link http://www.dsop.com.br/arquivos-downloads/file/calculo-de-aplicacao-para-independencia-financeira?id=1, baixar o arquivo e descobrir o número da sua aposentadoria.

Eduque-se financeiramente e mude o comportamento em relação ao dinheiro, para viver uma vida mais plena e sustentável!

Reinaldo Domingos, PHD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

Fonte: Rayane Santos – Segs


 
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